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Glossário

Inconsciente

A parte oculta da vida psíquica, não imediatamente dominada ou não plenamente consciente.

O tarot é frequentemente aproximado do inconsciente porque faz surgir imagens, tensões e estruturas que ultrapassam a intenção consciente imediata do consulente ou do tarólogo.

Essa colocação em relação com o inconsciente não significa que o tarot 'revele' uma verdade oculta objetiva. Indica antes que a leitura das cartas permite fazer dialogar a consciência com dimensões da experiência que não se expressam espontaneamente na linguagem racional.

Certas cartas ou posições, como a Lua, o Enforcado, o Eremita ou a Casa XII, podem tocar particularmente esta dimensão. Convidam a desacelerar, a observar o que ainda não está formulado, a levar a sério sensações ainda nebulosas.

A abordagem pelo inconsciente herda notadamente os trabalhos de C. G. Jung sobre os arquétipos e a psique. Permanece uma leitura entre outras: o tarot pode também ser abordado por um ângulo histórico, iconográfico ou estritamente simbólico.

Perguntas frequentes

O tarot pode revelar o inconsciente como uma psicanálise?
Não. O tarot pode servir de suporte a uma reflexão simbólica sobre conteúdos interiores, mas não substitui um trabalho psicoterapêutico. A psicanálise e a psicoterapia são quadros clínicos específicos.
Por que associar o tarot ao inconsciente?
Porque a leitura simbólica das cartas permite abordar perguntas, tensões ou imagens que não aparecem espontaneamente no discurso racional. É uma porta de entrada para conteúdos menos conscientes, não uma verdade psicológica objetiva.

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