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Glossário

Esoterismo: definição

Conjunto de tradições, doutrinas e práticas relativas a conhecimentos ocultos, simbólicos ou iniciáticos.

O esoterismo é o conjunto de tradições, doutrinas e práticas relativas a saberes ocultos, simbólicos ou iniciáticos. O tarot ocupa um lugar de destaque na sua história moderna.

Desde finais do século XVIII, diversas correntes esotéricas reinterpretaram o tarot, projetando sobre ele sistemas simbólicos por vezes muito elaborados: cabala, astrologia, alquimia ou correspondências herméticas.

Estas leituras deram ao tarot uma profundidade e uma ambição que a sua origem, ligada ao jogo de cartas, não tinha. Converteram um baralho num suposto livro de sabedoria iniciática.

No entanto, uma abordagem enciclopédica deve distinguir com clareza entre a história das cartas e as leituras esotéricas que se enxertaram depois. Confundir ambas as coisas deforma a compreensão do tarot.

Reconhecer a dimensão esotérica não obriga a aderir a ela: pode estudar-se como um capítulo fascinante da história cultural do tarot, valorizando a sua riqueza simbólica sem tomar as suas teses à letra.

Em definitivo, o esoterismo é uma das grandes camadas de sentido depositadas sobre o tarot ao longo do tempo; conhecê-la ajuda a ler as cartas com perspetiva histórica e crítica.

Manter esta distinção crítica não empobrece o tarot, pelo contrário: permite apreciar tanto a sua história real como a riqueza das leituras simbólicas que diferentes épocas depositaram sobre as cartas.

Manter esta distinção crítica não empobrece o tarot, pelo contrário: permite apreciar tanto a sua história real como a riqueza das leituras simbólicas que diferentes épocas nele depositaram, sem trocar as segundas pela primeira.

Perguntas frequentes

O que é o esoterismo?
O conjunto de tradições e práticas relativas a saberes ocultos, simbólicos ou iniciáticos, muito ligado à história moderna do tarot.
O tarot é de origem esotérica?
Não: nasceu ligado ao jogo de cartas e foi reinterpretado por correntes esotéricas desde finais do século XVIII.
É preciso crer nele para o estudar?
Não: pode estudar-se como um capítulo da história cultural do tarot, valorizando a sua riqueza simbólica com espírito crítico.